Nimi a Nsimbi trava especulações sobre frente da oposição e remete decisão para o Congresso da FNLA
O presidente da FNLA, Nimi a Nsimbi, afirmou que uma eventual adesão do partido a uma frente política alargada da oposição para disputar o poder ao MPLA nas eleições gerais de 2027 dependerá da decisão do Congresso da organização.
Em entrevista ao programa Grande Entrevista, da TV Zimbo, emitida na última sexta-feira, 29 de Maio, Nimi a Nsimbi foi questionado sobre a possibilidade de a FNLA integrar uma coligação ou uma frente unida da oposição com vista às próximas eleições.
Em resposta, o líder do partido recordou que a própria FNLA é uma frente política, fazendo alusão ao significado da sigla Frente Nacional de Libertação de Angola.
«A própria FNLA já é uma Frente. Então, uma Frente juntar-se a outra Frente não funciona», afirmou.
Perante a insistência do jornalista sobre se a possibilidade estaria definitivamente excluída, Nimi a Nsimbi esclareceu que a decisão não cabe ao presidente do partido, mas sim aos seus órgãos competentes.
«Não compete a mim responder. Temos um Congresso e é o Congresso que deverá decidir se aderimos a uma Frente ou não. É no Congresso que isso será decidido», declarou.
Questionado igualmente sobre uma eventual recandidatura à liderança da FNLA, Nimi a Nsimbi referiu que essa decisão dependerá da avaliação que os militantes fizerem do trabalho desenvolvido durante o seu mandato.
Segundo explicou, será apresentado um relatório de actividades e, caso os membros considerem que o desempenho da direcção foi positivo e entendam que deve voltar a candidatar-se à presidência do partido, avançará para a disputa.
As declarações do presidente da FNLA surgem numa altura em que vários sectores da oposição defendem uma maior convergência política para as eleições gerais de 2027.
Partilhar esta notícia
Romão de Jesus
Redactor do Elite Post · 31 de Maio de 2026
Como se sente sobre esta notícia?
Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar esta notícia.