“Ninguém ataca quem não tem valor”: Chivukuvuku reage aos ataques e diz ter uma missão divina
“Deus disse-me que a minha missão não terminou”: Chivukuvuku recorda atentados e desafia adversários políticos
O presidente do PRA-JA Servir Angola, Abel Epalanga Chivukuvuku, recordou este sábado vários episódios marcantes da sua vida política e pessoal, incluindo acidentes aéreos, atentados e problemas graves de saúde, afirmando que sobreviveu a todos eles porque ainda tem uma missão a cumprir ao serviço do povo angolano.
Falando perante militantes e simpatizantes no município do Sambizanga, em Luanda, Chivukuvuku relatou que escapou à morte em diversas ocasiões ao longo das últimas décadas, destacando a queda de dois aviões em 1986 e 1988, bem como vários atentados de que terá sido alvo.
Segundo o líder político, em 1992 a viatura em que seguia foi atacada com vários disparos efetuados por elementos da Polícia de Intervenção Rápida (PIR) e da Defesa Civil, incidente do qual resultou a morte de todos os seus companheiros de viagem.
“Todos os meus companheiros perderam a vida, mas eu sobrevivi”, afirmou.
Chivukuvuku recordou ainda um outro atentado ocorrido em 1998, quando a sua viatura foi atingida por oito disparos. De acordo com o político, os tiros atingiram precisamente o local onde habitualmente se sentava, mas, por circunstâncias que considera providenciais, não se encontrava no interior do veículo naquele momento.
O dirigente do PRA-JA fez igualmente referência a uma paragem cardiorrespiratória sofrida em 2019, episódio que descreveu como uma experiência próxima da morte.
“Muitos já choravam a minha partida. Eu próprio senti que tinha chegado o meu fim. Mas Deus Todo-Poderoso disse-me: ‘Volta, ainda tens uma missão a cumprir, e ela não terminou’”, declarou.
Perante os apoiantes, Abel Chivukuvuku afirmou que os ataques e críticas de que tem sido alvo representam, na sua visão, uma demonstração da relevância do trabalho político que tem vindo a desenvolver.
“Não é em vão que nos atacam. Ninguém ataca quem não tem valor”, afirmou, defendendo que as adversidades devem servir de motivação para reforçar o compromisso com a causa que diz representar.
Num discurso marcado por referências à fé e à perseverança, o político insistiu que o projeto político que lidera possui uma dimensão espiritual e uma responsabilidade histórica.
“A nossa missão é divina. Repito: a nossa missão é divina”, declarou, apelando aos seus apoiantes para que permaneçam firmes perante as críticas e provocações dos adversários.
Chivukuvuku concluiu apelando à união e ao foco dos seus seguidores, sustentando que o objetivo principal deve continuar a ser o serviço ao povo angolano e a construção de uma alternativa política para o país.
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Romão de Jesus
Redactor do Elite Post · 31 de Maio de 2026
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