Liberty Chiaka aponta 11,8%, mas pobreza extrema aumentou 84,2% em Angola
A afirmação do secretário-geral da UNITA, Liberty Chiaka, de que a pobreza extrema em Angola aumentou 11,8% nos últimos oito anos não é rigorosa, segundo uma análise divulgada pelo Polígrafo África.
Em entrevista ao portal A Denúncia, o dirigente da UNITA criticou as políticas do Executivo para o combate à pobreza, com particular incidência sobre o Kwenda, programa de transferência de renda destinado às famílias em situação de maior vulnerabilidade.
Na mesma intervenção, Liberty Chiaka afirmou que a pobreza extrema teria aumentado 11,8% em oito anos. Contudo, a análise do Polígrafo África conclui que o número apresentado pelo político não corresponde à evolução da população angolana em situação de pobreza extrema no período referido.
Dados do World Poverty Clock, organização não-governamental alemã que acompanha indicadores relacionados com a pobreza extrema em diferentes países, apontam para uma realidade significativamente mais grave.
Com base em informações provenientes de instituições como as Nações Unidas, o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional, a plataforma estima que Angola tenha actualmente cerca de 37,8 milhões de habitantes, dos quais aproximadamente 11,8 milhões vivem em situação de pobreza extrema, considerando o limiar de menos de 2,15 dólares por dia.
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Romão de Jesus
Redactor do Elite Post · 11 de Setembro de 2026
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