Advogado Benja Satula diz que 27 de Maio continua a dividir memórias e a pesar na consciência nacional
O advogado Benja Satula recorreu às redes sociais para assinalar o 27 de Maio, data que considera de profunda dor e reflexão na história de Angola, sublinhando o impacto humano e social dos acontecimentos associados a este período.
Na sua publicação, Satula destacou o carácter trágico da data e o sofrimento deixado às famílias afectadas, apelando à preservação da memória histórica e ao reconhecimento da dimensão das vítimas directas e indirectas.
“Hoje, 27 de Maio, é e será sempre um dia de luto e profunda reflexão sobre quão longe foi a irracionalidade dos ‘Guerrilheiros da razão’. Uma reflexão que interpela a todos”, escreveu.
O jurista acrescentou ainda uma mensagem de solidariedade às famílias enlutadas, referindo viúvas, viúvos e órfãos, e associando o episódio a consequências profundas no percurso do país.
“Deixo aqui o terno abraço a todas as vítimas, directas e indirectas, às viúvas e viúvos, aos órfãos e seus descendentes e a todos nós, Angola, pela dor, sofrimento, retrocesso e atraso que os acontecimentos deste dia causaram a todos nós”, referiu.
Na mesma publicação, Benja Satula defendeu a importância de manter viva a memória do 27 de Maio na história nacional, como forma de reflexão colectiva sobre o passado e o presente do país.
“Que haja coragem e sensibilidade bastante para que a memória, a honra e a importância deste dia seja colocada no centro da nossa história”, acrescentou.
Por fim, deixou uma reflexão de natureza mais ampla sobre liberdade e expressão:
“Quando não somos livres de pensarmos e nos expressarmos, é porque somos escravos de alguém”.
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Romão de Jesus
Redactor do Elite Post · 27 de Maio de 2026
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