Jota Privado rompe o silêncio e acusa Adalberto de abandonar a juventude na diáspora “ Parece que não vê o que fizemos”
O activista angolano radicado no Brasil e autodenominado pró-UNITA naquele país, Jota Privado, manifestou publicamente o seu descontentamento com a forma como o presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, tem se relacionado com a juventude angolana na diáspora.
Durante a participação num programa transmitido pela internet, Jota Privado afirmou que, apesar da admiração que nutre pelo líder da UNITA, considera que este “peca muito” por não manter um diálogo mais próximo com os jovens activistas que, a partir do exterior, têm desenvolvido acções de mobilização e defesa da sua imagem.
“Eu gosto muito do Adalberto, mas ele peca muito em não dialogar com a juventude na diáspora. Parece até que ele não vê o que nós fizemos”, declarou.
O activista disse sentir-se triste com a situação, alegando que o esforço desenvolvido por vários apoiantes fora de Angola não tem sido reconhecido pela liderança do partido.
As declarações surgem semanas depois de Jota Privado anunciar o encerramento das actividades que desenvolvia nas redes sociais desde 2018, período em que se destacou pela produção de conteúdos em defesa de Adalberto Costa Júnior e da UNITA.
Na ocasião, justificou a decisão com a falta de condições financeiras para continuar a manter o trabalho de activismo político digital, afirmando que já não reunia meios para prosseguir com a actividade que desempenhava há vários anos.
As declarações voltam a levantar o debate sobre a relação entre a liderança da UNITA e os seus apoiantes na diáspora, um segmento que tem desempenhado um papel relevante na divulgação das mensagens do partido através das plataformas digitais.
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Romão de Jesus
Redactor do Elite Post · 06 de Agosto de 2026
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