Malanje tem 12 empresas diamantíferas paralisadas há oito anos por falta de capacidade técnica
Milhões em potencial económico continuam no subsolo enquanto empresas licenciadas não conseguem avançar com a exploração. Governo é chamado a explicar o futuro das concessões sem actividade
Malanje tem diamantes, tem concessões e tem empresas legalmente autorizadas a explorar os recursos. O que falta, em vários casos, é produção.
Pelo menos 12 das 19 empresas do sector mineiro legalizadas para a exploração de diamantes na província encontram-se paralisadas há cerca de oito anos, alegadamente por incapacidade técnica, segundo dados avançados pelo director do Gabinete Provincial para o Desenvolvimento Económico Integrado.
O número expõe uma das contradições mais evidentes do sector mineiro angolano: enquanto o país procura atrair novos investidores e aumentar a produção de diamantes, uma parte significativa das concessões já atribuídas continua sem actividade efectiva.
Na prática, mais de metade das empresas diamantíferas referidas pelas autoridades provinciais estão fora de operação.
Oito anos sem produção
A paralisação prolongada levanta questões sobre a capacidade dos titulares das concessões para cumprir os compromissos assumidos e sobre os mecanismos de fiscalização e acompanhamento dos projectos mineiros.
O problema não é apenas empresarial.
Uma mina que não funciona não gera os mesmos empregos que uma operação activa, não movimenta a cadeia de fornecedores, não cria a procura esperada por transporte e serviços e não contribui para a economia local na dimensão que seria possível.
Para uma província que procura diversificar a sua economia, oito anos representam uma janela de oportunidade demasiado longa.
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Romão de Jesus
Redactor do Elite Post · 10 de Agosto de 2026
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