Se a UNITA chegar ao poder será um terror” Afirma David Mendes
O advogado David Mendes lançou um alerta contundente sobre os riscos que, na sua avaliação, poderão surgir caso a UNITA assuma o poder em Angola, advertindo para a possibilidade de instalação de um ambiente político marcado pela intolerância e pela perseguição aos que não partilhem dos ideais do partido.
A declaração foi proferida durante um debate na Rádio Correio da Kianda, onde o jurista não poupou palavras ao descrever o cenário que considera preocupante. “Se a UNITA chegar ao poder será um terror”, afirmou.
David Mendes foi ainda mais longe ao sustentar que, num eventual cenário de governação da UNITA, a defesa dos ideais do partido poderia transformar-se numa espécie de teste de patriotismo, colocando em causa a liberdade de pensamento e de posicionamento político dos cidadãos.
“Quem não defender os ideais da UNITA não será patriota. Será crucificado!”, declarou.
Para o advogado, a sociedade angolana deve estar atenta aos sinais que, segundo entende, podem antecipar comportamentos políticos de intolerância. “Precisamos começar a ler os sinais”, acrescentou.
As declarações colocam novamente no centro do debate a questão da alternância política em Angola e, sobretudo, os receios em torno da forma como diferentes forças políticas poderiam exercer o poder caso chegassem à Presidência da República.
A advertência de David Mendes surge num momento em que o país se aproxima de um novo ciclo político, com os principais partidos a intensificarem o debate sobre o futuro de Angola e a prepararem-se para a disputa eleitoral de 2027.
Mais do que uma crítica à UNITA, as palavras do advogado levantam uma questão de fundo: até que ponto a alternância política poderá representar uma verdadeira mudança na relação entre o poder e os cidadãos, sem que a troca de protagonistas seja acompanhada por novas formas de exclusão, intolerância ou perseguição política?
A declaração promete alimentar a discussão política nos próximos dias, sobretudo entre aqueles que defendem a alternância como instrumento de consolidação democrática e os que alertam para os riscos de uma eventual mudança de poder sem garantias suficientes de pluralismo e respeito pelas diferenças políticas.
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Romão de Jesus
Redactor do Elite Post · 17 de Agosto de 2026
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