Painel de Administração

Newsletter

Receba Notícias

Fique sempre informado sobre os últimos acontecimentos em Angola e no mundo.

Subscreva a Newsletter

Receba as principais notícias directamente no seu e-mail, gratuitamente.

Sexta-feira, 24 de Julho de 2026
Banner Unitel Publicidade
Últimas Notícias
Pra-JA marca distância da UNITA: Xavier Jaime diz que partido não gritará “fraude” sem provas Decisão vai ser impugnada: Assinaturas falsificadas e uso indevido de documentos levam à anulação da candidatura de Higino Carneiro Jurista Sérgio Raimundo diz que “ninguém no MPLA tem ficha limpa” e denuncia alegado uso de investimento público em fazenda presidencial Mihaela Webba denuncia alegada destruição da floresta da Ilha de Luanda e alerta para impactos ambientais Pra-JA marca distância da UNITA: Xavier Jaime diz que partido não gritará “fraude” sem provas Decisão vai ser impugnada: Assinaturas falsificadas e uso indevido de documentos levam à anulação da candidatura de Higino Carneiro Jurista Sérgio Raimundo diz que “ninguém no MPLA tem ficha limpa” e denuncia alegado uso de investimento público em fazenda presidencial Mihaela Webba denuncia alegada destruição da floresta da Ilha de Luanda e alerta para impactos ambientais
Início Mundo Moçambique: ANAMOLA reúne 400 delegados em Nampul…
Mundo

Moçambique: ANAMOLA reúne 400 delegados em Nampula para primeira convenção e define futuro político de Venâncio Mondlane

Romão de Jesus 20 de Junho de 2026 4 min de leitura (estimado)
Moçambique: ANAMOLA reúne 400 delegados em Nampula para primeira convenção e define futuro político de Venâncio Mondlane
Moçambique: ANAMOLA reúne 400 delegados em Nampula para primeira convenção e define futuro político de Venâncio Mondlane

A Aliança Nacional por um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA) inicia hoje, na cidade de Nampula, a sua primeira Convenção Nacional, um encontro considerado decisivo para a estruturação interna do partido fundado em agosto por Venâncio Mondlane e que deverá marcar a sua consolidação no cenário político moçambicano.

O evento, que decorre ao longo de três dias, reúne cerca de 400 delegados com direito a voto e aproximadamente 50 convidados nacionais e estrangeiros, num momento que combina abertura pública, debates internos e eleições partidárias.

Segundo o assessor de imprensa do partido, Abdul Nariz, o arranque da convenção será marcado por uma marcha pública em Nampula, numa tentativa de mobilização popular e afirmação política da nova formação.

“Será um programa aberto ao público, será uma marcha aberta ao público”, afirmou o responsável à Lusa, sublinhando o carácter simbólico do primeiro dia do encontro.

Após a abertura pública, os trabalhos passam a ter uma natureza progressivamente mais restrita. No domingo, a convenção entra num formato híbrido, com presença de imprensa apenas na fase inicial, antes de avançar para sessões fechadas e sem transmissão em direto.

Já na segunda-feira, as atividades tornam-se totalmente reservadas aos delegados, com foco na apreciação de resoluções internas, definição de orientações estratégicas e na eleição da nova liderança do partido.

Venâncio Mondlane surge como candidato único à presidência da ANAMOLA, num processo que deverá também escolher os membros do Conselho Nacional, da Comissão Executiva e ratificar as lideranças dos órgãos de jurisdição, fiscalização e ética partidária.

A convenção acontece sob um ambiente marcado por tensão. A organização não-governamental moçambicana Plataforma Decide reportou quatro feridos na chegada de Venâncio Mondlane a Nampula, num episódio em que forças policiais terão recorrido ao uso de gás lacrimogéneo para dispersar apoiantes que acompanhavam o político.

O incidente acrescenta um contexto de sensibilidade política ao evento, que já é visto como um teste à capacidade de mobilização e organização do novo partido.

Para além da eleição interna, a convenção é interpretada como um momento de afirmação pública da ANAMOLA, que procura estruturar-se num cenário político ainda dominado por forças tradicionais.

A realização de uma marcha pública e a transmissão parcial dos trabalhos nas redes sociais indicam uma aposta clara na comunicação direta com os cidadãos e na construção de uma base de apoio fora dos canais institucionais tradicionais.

O encontro acontece num contexto de debate sobre o futuro político de Venâncio Mondlane, que após as eleições gerais de 2024 passou a ser uma das figuras mais mediáticas da oposição em Moçambique.

Em outubro, Mondlane afirmou que o país vive uma “situação calamitosa” e admitiu a possibilidade de voltar a disputar eleições presidenciais em 2029, caso essa seja a decisão da ANAMOLA.

O calendário político moçambicano prevê ainda eleições autárquicas em 2028 e eleições gerais em 2029, cenários que poderão testar a capacidade de consolidação do novo partido e o peso político do seu líder.

Com a convenção de Nampula, a ANAMOLA procura transformar mobilização em estrutura e discurso em organização, num momento em que o partido tenta deixar de ser apenas um projeto emergente para se afirmar como força política no terreno.

Partilhar esta notícia
R
Romão de Jesus

Redactor do Elite Post  ·  20 de Junho de 2026

3 visualizações 0 comentários
Como se sente sobre esta notícia?
Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar esta notícia.

Deixe o seu comentário

Os comentários são moderados antes de serem publicados.