Jeiel de Freitas critica divisões entre activistas e alerta para riscos políticos rumo a 2027
O activista social Jeiel de Freitas manifestou preocupação com as recentes divergências públicas entre membros do activismo angolano, considerando que os conflitos internos podem enfraquecer os objectivos comuns defendidos por diversos sectores da sociedade civil e, consequentemente, favorecer a continuidade do actual quadro político no país.
Numa reflexão publicada nas redes sociais sob o título “Minha Pequena e Humilde Análise aos Factos dos Últimos Dias”, Jeiel de Freitas recorre a uma metáfora para ilustrar aquilo que considera ser um processo de autossabotagem entre activistas. “A barata, por raiva do mosquito, votou a favor do insecticida e todos morreram, incluindo a formiga que se absteve”, escreveu.
No texto, o activista questiona as motivações por detrás dos confrontos verbais que têm marcado os últimos dias, admitindo que estes possam resultar de rivalidades pessoais, inveja ou até do cumprimento de agendas ocultas.
Para Jeiel de Freitas, tais comportamentos não dignificam a causa que muitos afirmam defender nem contribuem para o fortalecimento do movimento cívico angolano.
Na sua análise, o activista faz referência à recente intervenção do histórico nacionalista angolano Lopo do Nascimento na Assembleia Nacional, destacando os apelos dirigidos à juventude para que evite divisões estéreis e procure construir posições comuns em torno das questões fundamentais para o futuro do país.
Jeiel de Freitas considera que as palavras de Lopo do Nascimento revelam uma particular actualidade perante o ambiente de tensão e de troca de acusações que se tem verificado entre alguns sectores do activismo, tanto em Angola como na diáspora. “Estamos a perder-nos em discussões de infantário e a desviar o foco daquilo que realmente importa”, sustenta o activista.
O texto recorre ainda a referências bíblicas, nomeadamente passagens da Segunda Epístola a Timóteo e da Epístola aos Filipenses, através das quais Jeiel de Freitas apela a uma postura mais construtiva, assente na busca da verdade, da justiça e da unidade.
O activista conclui a sua reflexão com um apelo à vigilância e à responsabilidade política da juventude angolana, sublinhando a importância de manter o foco nos grandes desafios nacionais à medida que o país se aproxima do próximo ciclo eleitoral. “Vigilância, 2027 está às portas”, concluiu.
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Romão de Jesus
Redactor do Elite Post · 07 de Junho de 2026
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